Era madrugada já, quando
Ricardo perdeu o sono. Havia acordado pela manhã inquieto, sentindo-se mal, mas
nada que impedisse de cumprir seu turno no corpo de bombeiros no centro da
cidade. Seus demais companheiros dormiam relaxados, enquanto ele sentia que a
sirene iria tocar logo, talvez fosse isso que o deixará inquieto, porém depois
de 5 anos de serviço, estranho aquilo deixá-lo
assim.
Já passara das 3 da madrugada
quando seu celular tocou... Ficou feliz e preocupado ao mesmo tempo, pois sua
esposa não costumava ligar no meio de seu plantão médico - Sara era enfermeira,
conheceram-se quando ele sofreu uma fratura e ela o atendera na ocasião. Ela
ligará somente para escutar sua voz, havia ficado abalada com seu último
paciente, outro bombeiro porém gravemente ferido. Depois de acalmá-la, ele resolveu
voltar para a cama, tentar relaxar um pouco.
Acordou por volta das 5 da manhã,
os homens ainda dormiam, mas a luz da sala do capitão estava ligada, não se
lembrará dela acesa antes. Foi até lá, ficando atônito com o que virá. Paulo
Ernesto estava morto em sua cadeira, com uma faca presa em seu peito. Ricardo
aproximou-se e viu um bilhete sob a mesa, que dizia em letras garrafais: tome
cuidado, eu sei o que você faz com a Sara... ele morreu pelo mesmo motivo!
D.
D.
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