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24 janeiro 2011

Bom Dia!


Era madrugada já, quando Ricardo perdeu o sono. Havia acordado pela manhã inquieto, sentindo-se mal, mas nada que impedisse de cumprir seu turno no corpo de bombeiros no centro da cidade. Seus demais companheiros dormiam relaxados, enquanto ele sentia que a sirene iria tocar logo, talvez fosse isso que o deixará inquieto, porém depois de 5 anos de serviço, estranho aquilo deixá-lo  assim.
Já passara das 3 da madrugada quando seu celular tocou... Ficou feliz e preocupado ao mesmo tempo, pois sua esposa não costumava ligar no meio de seu plantão médico - Sara era enfermeira, conheceram-se quando ele sofreu uma fratura e ela o atendera na ocasião. Ela ligará somente para escutar sua voz, havia ficado abalada com seu último paciente, outro bombeiro porém gravemente ferido. Depois de acalmá-la, ele resolveu voltar para a cama, tentar relaxar um pouco.
Acordou por volta das 5 da manhã, os homens ainda dormiam, mas a luz da sala do capitão estava ligada, não se lembrará dela acesa antes. Foi até lá, ficando atônito com o que virá. Paulo Ernesto estava morto em sua cadeira, com uma faca presa em seu peito. Ricardo aproximou-se e viu um bilhete sob a mesa, que dizia em letras garrafais: tome cuidado, eu sei o que você faz com a Sara... ele morreu pelo mesmo motivo!


D.

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